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05/03/2013 - 14h24m

Polícia Civil Acaba com uma das Principais Boca de Fumo de Tocantinópolis

Redação

      Uma mãe que teve coragem de denunciar o traficante que estava fornecendo drogas a seu filho, ajudou a polícia a desmantelar um dos principais pontos de venda de drogas de Tocantinópolis, localizado no Bairro Alto da Boa Vista I.

      Tudo começou quando uma mãe encontrou nos pertences de seu filho três papelotes contendo drogas e após pressioná-lo, o mesmo lhe contou onde e com quem havia conseguido o entorpecente. De posse das drogas e da informação, a senhora procurou o Ministério Público em Tocantinópolis e passou as informações detalhadas a promotoria. O MP por sua vez pediu que a polícia civil passasse a investigar o caso detalhadamente, e depois de um monitoramento foi comprovado que realmente funcionava um ponto de venda de drogas no local informado. Nesta ultima segunda-feira (4), os agentes sob o comando do Delegado Regional Tiago Daniel de Moraes fizeram uma busca na casa de Francimar Alves de Sousa, mais conhecido como “Caxiado”, morador da Rua Bela Vista s/nº no Bairro Alto da Boa Vista I.

      Na varredura os policiais encontraram 29 petecas de crack embaladas prontas para a comercialização, 01 pedra de crack de tamanho maior que ainda seria dividida em porções menores que totalizou 7 gramas. 147 gramas de maconha in-natura e prensada, além de muita semente, inclusive no quintal havia uma pequena plantação em fase de crescimento. 01 Revolver calibre 38, um estojo contendo várias espoletas, dois tubos contendo pólvoras, 37 reais em notas de papel e 11 reais e 75 centavos em moedas, além de vários sacos plásticos e barbantes para embalar as drogas juntamente com uma tesoura.

      No momento da prisão de Caxiado, a polícia prendeu um rapaz de 20 anos que estava no local, segundo ele alegou, para comprar maconha do traficante, e por isso foi levado para a delegacia a fim de prestar esclarecimento.

      A operação da polícia chamou a atenção de centenas de pessoas que foram até o local, muitos deles moradores da mesma Rua, que diziam não saber que lá funcionava um ponto de venda de drogas.

      Antes de ser levado para a Delegacia Regional, Francimar avistou um rapaz de pré-nome Eduardo, e ao vê-lo passou a ameaçá-lo diante das câmeras que iria matá-lo quando sair da cadeia, pois este havia roubado lhe uma bicicleta de dentro de sua casa, e que o revolver apreendido era para matá-lo.

      A mãe de Francimar estava no local e disse que sabia que o filho consumia maconha, mas, não sabia que ele estava comercializando e tentou justificar. “Eu sei que ele sempre usou maconha, e só faz isso por causa de um problema de epilepsia que ele tem, serve pra evitar a crise”. Relatou a protetora mãe.

      Na delegacia, bastante sorridente, Caxiado fez questão de dar uma entrevista, porém Francimar contou que não vai esquecer da covardia feita por Eduardo com ele. “Odeio ladrão, é a pior raça que tem, eu vendo drogas, e eu sei que é errado, mais não pratico roubo”. Justificou Caxiado. Ao ser perguntado de o porquê dele odiar ladrões e ele mesmo já ter sido preso por roubo em 2010 ele respondeu: “Na época eu roubei de uma empresa rica, a Tobasa e foi mais por curtição, agora não faço mais isso não”. Explicou.

      Francimar contou ainda que já havia aleijado um, por este ter lhe batido na cara, “o ultimo que se meteu comigo foi o Negão da Naza e ele sentiu a minha fúria, mas o Eduardo não me escapa quando eu sair”. Quando perguntamos por que ele havia cortado um idoso no ano passado ele disse: “O Dionísio Borges veio agarrar na minha garganta e eu cortei ele que deu sorte de não ter morrido”. Vangloriando-se do feito.

      Sobre a origem das drogas, Caxiado disse que tudo que ele vendia era do Maranhão, mais precisamente da cidade de Grajaú, e que o fornecedor vinha pessoalmente lhe entregar o produto. “Eu sou o Caxiado, esse sim é o original, só vendo coisa boa vinda do Grajaú, não mexo com coisa ruim”. Fazendo propaganda de seus produtos.

      Francimar morava numa casinha de palha com a esposa e mais dois filhos pequenos, e ao ser perguntado como a companheira faria para alimentar as crianças ele explicou que possui uma pensão adquirida após a morte do pai e que esta daria pra quebrar o galho enquanto ele estiver preso. “Não vou ficar preso muito tempo não, vai ser igual da outra vez que eu joguei os advogados e logo me soltaram, tenho muita gente comigo, se eu precisar é só chamar que eles dão um jeito”. Afobou-se o traficante.

      Caxiado vai ser processado baseado na Lei 10826/2003 no artigo 12 (Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, em desacordo com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua residência ou dependência desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa. Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa). Para Francimar cai também um processo por tráfico de drogas na modalidade guardar e comercializar o que lhe renderá de 05 a 15 anos de reclusão. Ele ficará preso na delegacia de Itaguatins junto com os demais detentos de Tocantinópolis que estão lá provisoriamente enquanto terminam as obras da reforma da cadeia pública daqui.

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