As necessidades de quem cria os filhos, trabalha no serviço público, mantém um negócio ou vive da produção no campo conduziram o encontro da Professora Dorinha (União Brasil) com moradores de Porto Nacional, nesta terça-feira, 20. Ao lado do prefeito Ronivon (União Brasil), do candidato a vice Atos Gomes (Republicanos), vereadores e lideranças locais, a candidata ao Governo do Tocantins ouviu perguntas e relatos e apresentou propostas para responder às dificuldades expostas pelo público.
Inclusão e atendimento especializado
A professora Tatyany Mota, mãe de quatro filhos, entre eles um diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), nível 3 de suporte, perguntou sobre a ampliação do atendimento especializado no Estado. Dorinha propôs fortalecer os centros existentes, abrir núcleos em parceria com os municípios e ampliar as equipes multiprofissionais. Também defendeu apoio financeiro às famílias em que um dos responsáveis precisa deixar o trabalho para acompanhar os filhos. “Em muitos casos, a família, a mãe, mas às vezes o pai, tem que parar de trabalhar para se dedicar ao atendimento”, observou.
Agricultura familiar
Na agricultura familiar, José Luiz perguntou como a candidata pretende melhorar a vida dos pequenos produtores. Dorinha apresentou propostas de assistência técnica, equipamentos, fortalecimento de associações e cooperativas e compra da produção para escolas e creches. Também anunciou a intenção de criar um fundo garantidor para facilitar o acesso ao crédito e apoiar a elaboração dos projetos. “Às vezes, o dinheiro está lá disponível, mas o pequeno agricultor não consegue chegar perto do dinheiro”, afirmou.
Redução de impostos
O empresário Railson Gonçalves levou ao debate o peso dos impostos sobre o comércio e os prestadores de serviços. Dorinha defendeu estudar a redução da carga tributária, agilizar licenças e facilitar a abertura e o funcionamento de empresas, respeitadas as exigências de cada atividade. Também propôs crédito acessível por meio de um banco de desenvolvimento. “O Estado tem que dar condição para que o empresário funcione, trabalhe bem e gere dinheiro para o nosso Estado”, declarou.
Saúde mental e valorização dos servidores
A diretora escolar Aclaides Almeida chamou a atenção para o adoecimento dos servidores, com afastamentos por problemas psicológicos e psiquiátricos, inclusive entre profissionais recém-concursados. Dorinha se comprometeu com atendimento especializado, fortalecimento do Servir e melhores condições de trabalho para efetivos, comissionados e contratados. “O servidor público precisa se sentir respeitado, protegido, tendo condições de exercer o seu trabalho”, disse, ao defender que o cuidado alcance trabalhadores de todas as áreas.
Já a enfermeira Lorena Marins, do Hospital Regional de Porto Nacional, perguntou sobre progressões funcionais, insalubridade para os administrativos e a construção de um novo hospital. Dorinha garantiu a preservação das conquistas dos servidores e defendeu ajustes nos planos de carreira e salários, reconhecendo o papel das equipes administrativas. Para a assistência à população, assumiu o compromisso de entregar um novo hospital e integrar Porto Nacional a uma rede regional com Miracema e Paraíso, reduzindo a concentração de pacientes em Palmas.
Proteção às mulheres e rede de apoio
Representante do coletivo Mulheres em Movimento de Porto Nacional, Adélia Martins perguntou sobre delegacias especializadas abertas 24 horas e equipes preparadas para acolher vítimas de violência.
Dorinha defendeu atendimento à noite e nos fins de semana, ampliação do acesso aos exames de corpo de delito e fortalecimento da Patrulha Maria da Penha. Também apresentou propostas de aluguel social, incentivo à contratação e reserva de vagas em contratos de prestação de serviços do Estado para mulheres em situação de violência. “Em muitos casos, a mulher tem que voltar para casa porque ela não tem como sobreviver”, disse, ao defender condições para que as vítimas consigam romper a dependência dos agressores.










