
Um jovem de 23 anos foi preso nesta quarta-feira, 4, suspeito de comandar um esquema estruturado de invasão de sistemas institucionais, venda de dados sigilosos e lavagem de dinheiro com atuação no Tocantins. A prisão ocorreu durante a Operação Padlock, deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Tocantins, por meio da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), com apoio das polícias civis de Goiás e da Bahia.
O mandado de prisão e três mandados de busca domiciliar foram cumpridos em Santa Helena de Goiás (GO), onde o suspeito foi localizado. Segundo as investigações, ele acessava de forma criminosa sistemas institucionais e corporativos, extraía informações sigilosas e utilizava os dados para obtenção de vantagem financeira.
Esquema estruturado
De acordo com a Polícia Civil, o investigado coordenava o esquema de forma organizada. A primeira etapa consistia na invasão de sistemas para captura de dados confidenciais. Em seguida, as informações eram vendidas em mercados clandestinos ou utilizadas diretamente em fraudes, como abertura de contas bancárias e contratação de crédito em nome das vítimas.
Os valores obtidos de forma ilícita eram posteriormente submetidos a estratégias de ocultação patrimonial, incluindo uso de contas de passagem, empresas de fachada, operações com criptomoedas e aquisição de bens de alto valor, com o objetivo de dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Apreensões
Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, notebooks, computadores de alta performance e outros dispositivos informáticos. Também foram encontrados artigos de luxo e indícios de aplicação de recursos em carteiras de criptoativos.
Com o suspeito, os policiais ainda apreenderam um carregador de pistola, o que resultou em autuação em flagrante pelo crime de posse irregular de acessório de arma de fogo de uso permitido, procedimento realizado junto à Polícia Civil de Goiás.
O jovem responderá pelos crimes de invasão de dispositivo informático, com obtenção de informações sigilosas, e lavagem de dinheiro. Após ser interrogado, ele foi encaminhado à unidade prisional local, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. Outros possíveis envolvidos seguem sendo investigados.
Operação Padlock
O nome da operação faz referência à palavra inglesa “Padlock”, que significa cadeado, simbolizando o objetivo de reforçar a proteção e a inviolabilidade de sistemas informáticos e dados sigilosos.







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