A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, deflagrou a Operação Ignus e prendeu um homem de 46 anos investigado por matar a própria companheira, Bianca Raica Borges da Silva, ao atear fogo nela e tentar forjar um incêndio doméstico para ocultar o crime.
A prisão ocorreu na noite desta quinta-feira, 9, no setor Jardim Aureny III, em Palmas, onde o suspeito foi localizado em sua residência.
O crime aconteceu no dia 22 de agosto de 2023 e, inicialmente, foi tratado como um incêndio acidental. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas na casa do casal. O investigado alegou que o fogo teria começado após um suposto curto-circuito em um ventilador.
Dias depois, o próprio homem procurou a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência e reforçar a versão de acidente.
No entanto, com o avanço das investigações, a equipe da DHPP constatou que o incêndio foi criminoso. Segundo apurado, o suspeito teria ateado fogo na companheira após uma discussão dentro da residência, com o objetivo de simular um acidente.
Durante a investigação, o delegado responsável pelo caso, Eduardo Menezes, colheu depoimentos de testemunhas que relataram uma discussão intensa entre o casal momentos antes do incêndio. A vítima, inclusive, teria pedido que o filho mais velho fosse até o local para tentar acalmar a situação.
Em depoimento, o jovem informou que encontrou os pais discutindo de forma acalorada e que o investigado chegou a ameaçar a vítima de morte. Ao tentar intervir, ele também foi ameaçado.
Após a aparente contenção do conflito, o filho deixou o local. Pouco depois, presenciou a mãe saindo da residência com o corpo em chamas, pedindo socorro. Conforme as investigações, o suspeito permaneceu no imóvel e não prestou qualquer tipo de ajuda à vítima.
A perícia realizada no ventilador descartou a hipótese de curto-circuito, contrariando a versão apresentada pelo investigado. Além disso, os policiais localizaram uma garrafa do tipo PET contendo álcool, substância que pode ter sido utilizada para provocar o incêndio.
“As provas reunidas ao longo da investigação demonstram que não se tratou de um acidente, mas de um crime grave, praticado com violência e tentativa de ocultação dos fatos”, destacou o delegado Eduardo Menezes.
A vítima permaneceu internada por 14 dias, mas não resistiu à gravidade das queimaduras.
As investigações seguem em andamento para a conclusão do inquérito policial.








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