
A Polícia Civil do Tocantins prendeu, em Balneário Piçarras, em Santa Catarina, um homem identificado pelas iniciais M. J. B. A., condenado a 32 anos de prisão pelo feminicídio de Dianes Maria Silva Marques, em Gurupi, no sul do Tocantins. A captura ocorreu no âmbito da Operação Caça Fantasma, após quase sete anos de buscas pelo condenado, que estava foragido desde novembro de 2019.
O crime aconteceu durante a comemoração do aniversário de Dianes, na casa de seu irmão. Conforme o boletim de ocorrência registrado na época, o homem, que era namorado da vítima, chamou-a para conversar na cozinha da residência e a esfaqueou.
Dianes foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu no hospital durante a madrugada, em decorrência dos ferimentos. Após o ataque, o então suspeito fugiu em uma motocicleta antes da chegada da polícia.
Investigação e captura
As investigações para localizar o condenado foram conduzidas pela 3ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (3ª DHPP) de Gurupi. Desde a fuga, a equipe realizava diligências e levantamentos de inteligência para identificar o paradeiro do homem e viabilizar o cumprimento dos mandados de prisão pendentes.
A captura foi resultado de uma ação integrada entre instituições de segurança pública de diferentes estados. Participaram da operação a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil do Tocantins, a 2ª Delegacia de Investigação de Polícia (DIP/PCTO) e o Projeto Capturas, vinculado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (DIOPI/Senasp).
Também colaboraram as delegacias de Capturas das polícias civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, a Polícia Civil do Paraná e as agências de inteligência dos municípios catarinenses de Balneário Piçarras e Penha, incluindo a Agência de Inteligência da Polícia Militar de Piçarras.
A prisão encerra o período de fuga iniciado em novembro de 2019 e representa o resultado de anos de investigação e cooperação entre as forças de segurança. Com a captura, o condenado deverá cumprir a pena estabelecida pela Justiça.





