
José Arthur Sousa Barros, que desapareceu há mais de cinco meses em Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará, não está entre as crianças resgatadas durante uma operação realizada nos Estados Unidos.
A informação foi confirmada pelo advogado da família, Elisson de Sousa Araújo, após receber, nesta terça-feira (8), um documento da Polícia Federal (PF).
Segundo o documento, nenhuma criança brasileira foi identificada entre as vítimas resgatadas durante a operação.
Na semana passada, o advogado havia procurado a Polícia Federal para solicitar o cruzamento dos dados de José Arthur com informações relacionadas a possíveis vítimas de tráfico infantil localizadas nos Estados Unidos durante a operação Statewide Shield (Escudo Estadual).
A ação ocorreu entre os dias 17 e 21 de agosto, na Flórida, e resultou no resgate de 163 bebês, crianças e adolescentes, com idades entre dois meses e 17 anos.
Investigação continua no Pará
A investigação sobre o desaparecimento de José Arthur foi transferida para a Delegacia de Homicídios de Marabá.
O menino desapareceu no dia 26 de março, quando foi visto pela última vez na localidade de Vila Peruana, área rural de Eldorado do Carajás.
Relembre o caso
José Arthur Sousa Barros tinha um ano e seis meses quando desapareceu. Na noite de 26 de março, ele brincava com os primos no quintal da casa onde morava com a família, na Vila Peruana, quando desapareceu.
A localidade fica próxima ao Assentamento Lourival Santana e é uma região de difícil acesso, com áreas de mata, rios e uma rodovia federal.
Após o desaparecimento, moradores e forças de segurança realizaram uma grande mobilização em busca da criança. Participaram das buscas equipes do Corpo de Bombeiros, policiais especializados, cães farejadores, drones e mergulhadores, que fizeram buscas também nos rios da região.
Apesar da operação, nenhum vestígio que levasse ao paradeiro do menino foi localizado.
Durante a investigação, a Polícia Civil ouviu mais de 25 pessoas e apreendeu aparelhos celulares para serem submetidos à perícia.
Em 10 de abril, cerca de duas semanas após o desaparecimento, uma operação policial prendeu temporariamente dois homens: Roserlândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva.
De acordo com as investigações, os dois eram amigos da família e frequentavam a residência onde José Arthur desapareceu. Em junho, porém, eles foram colocados em liberdade após o encerramento do período das prisões temporárias.
O paradeiro de José Arthur continua sendo investigado pelas autoridades.





