A Polícia Civil do Maranhão informou que os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, não estão entre as crianças localizadas durante uma operação realizada nos Estados Unidos.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, a Polícia Federal foi consultada após a circulação de informações que relacionavam o caso dos irmãos à Operação Statewide Shield, realizada recentemente no país.
A Polícia Federal informou que, conforme dados repassados pelas autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas localizadas durante a operação.
“Buscamos a Polícia Federal e obtivemos a confirmação de que não existe qualquer pedido de cooperação internacional relacionado a crianças maranhenses desaparecidas que tenham sido localizadas em alguma operação realizada naquele país”, afirmou Augusto Barros.
Família pede inclusão das crianças na Interpol
Nesta quarta-feira (9), Clarice Cardoso participou de uma reunião na sede da Polícia Federal, em São Luís, para tratar das buscas pelos filhos. O encontro foi solicitado pela mãe das crianças e pela advogada da família, Nathaly Moraes.
Durante a reunião, foi solicitada a inclusão dos nomes de Ágatha e Allan na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo utilizado pela organização para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, inclusive fora de seus países de origem.
O pedido será analisado pela Diretoria de Cooperação Internacional da Polícia Federal e, posteriormente, poderá ser encaminhado à Interpol, que avaliará a emissão e o compartilhamento do alerta com os países-membros.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), também afirmou que as buscas continuam e que as informações recebidas pelas equipes responsáveis estão sendo analisadas.
Denúncias ou informações que possam ajudar na localização das crianças podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia, pelo número 181.
Mãe fornece material genético
Após a reunião na sede da Polícia Federal, Clarice Cardoso forneceu material genético para a realização de exames que poderão ajudar a esclarecer se uma criança encontrada nos Estados Unidos é Allan Michael.
A coleta foi realizada pelo Setor Técnico-Científico da Polícia Federal. A amostra será encaminhada ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, onde será elaborado o perfil genético.
O material deverá ser inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos e poderá ser utilizado em futuras comparações, inclusive em procedimentos de cooperação internacional.
A mobilização da família aumentou após a divulgação de informações sobre a localização de 163 crianças nos Estados Unidos durante diferentes operações.
“Eu sempre falei nas minhas entrevistas que coração de mãe não engana. O meu sempre diz que meus filhos estão vivos. E eu tenho fé de que eles vão ser encontrados”, afirmou Clarice.
Fotos de criança nos EUA levantaram suspeita
A família apresentou imagens de uma criança localizada nos Estados Unidos que, segundo a advogada, apresenta características semelhantes às de Allan Michael.
Clarice afirmou reconhecer aspectos físicos do filho nas fotografias, mas ressaltou que as imagens não permitem confirmar a identidade da criança.
A família aguarda agora o resultado da análise genética, que poderá esclarecer se existe ou não correspondência entre o material coletado da mãe e o da criança localizada nos Estados Unidos.






