Com 84,45% de execução, as obras do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual, em Palmas, foram apresentadas nesta quarta-feira, 4, pelo governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, à comitiva da United World Colleges (UWC), rede internacional de educação que avalia o estado para sediar seu primeiro colégio na América do Sul.
A visita faz parte da programação da comitiva para conhecer a estrutura da rede pública de saúde e os investimentos em andamento no Tocantins. A área da saúde é um dos setores considerados na avaliação para implantação da unidade educacional. Além dela, também são analisadas as políticas de educação e inclusão social, incluindo iniciativas voltadas aos povos originários.
O governador Wanderlei Barbosa destacou que a apresentação do hospital permite demonstrar à comitiva os avanços do Tocantins em áreas consideradas importantes pela rede internacional para a instalação do colégio.
“O hospital demonstra nossa capacidade de oferecer serviços de saúde de qualidade à população, assim como outras obras na saúde. Temos a expectativa de que o Tocantins seja escolhido para receber esse importante projeto educacional, reconhecido internacionalmente”, enfatizou o chefe do Executivo.

A construção do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual está na fase final de acabamento e instalação dos equipamentos. Segundo a arquiteta e coordenadora de projetos da obra, Ana Luiza Souza, os elevadores estão sendo instalados, enquanto equipamentos de refrigeração, como chillers, transformadores, geradores e boilers, já chegaram à unidade.
“Também avançamos na montagem da Central de Material e Esterilização e nas instalações técnicas”, informou.
A sede do UWC Amazônia Brasil, disputada pelo Tocantins, Amapá e Rondônia, será definida na segunda quinzena de novembro, em articulação com a UWC International. O Tocantins propôs e disponibilizou uma área em Luzimangues, distrito de Porto Nacional. Caso seja escolhido, o estado receberá a 19ª unidade da rede no mundo, instituição voltada à formação de jovens de diferentes nacionalidades, com foco no intercâmbio cultural, na pesquisa e no desenvolvimento sustentável na Amazônia.
O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, também apresentou os avanços das obras e os preparativos para o início do funcionamento do Hospital da Mulher.
“A construção já avança para 84,45% de execução. Algumas etapas foram concluídas, e os espaços internos recebem serviços de pintura e instalação de equipamentos e mobiliário. Até o final do ano, alcançaremos 90% de execução”, pontuou o titular da pasta.
Para o Brasil, o projeto prevê a construção de um câmpus residencial com vagas para 215 estudantes, distribuídos em duas turmas do Bacharelado Internacional e em uma etapa preparatória. A proposta contempla formação internacional, com conteúdos relacionados aos conhecimentos dos povos originários, à biodiversidade amazônica e aos desafios das mudanças climáticas. O investimento estimado é de US$ 240 milhões.

A representante da UWC Brasil, Inês Kavamura, avaliou positivamente a visita e destacou a importância da estrutura hospitalar para a assistência à população.
“É uma grande satisfação conhecer de perto o hospital, que impressiona pela dimensão e pelo cuidado em cada detalhe do projeto. É fundamental garantir o suporte à saúde física e mental, e, por ser uma unidade materno-infantil, ele também será importante para atender à população da região”, afirmou.

Hospital da Mulher e Maternidade Estadual
Primeira Parceria Público-Privada (PPP) da área da saúde no Tocantins, o novo hospital vai substituir e ampliar a estrutura do atual Hospital e Maternidade Dona Regina, referência no atendimento materno-infantil de Palmas e do estado.
A unidade terá três andares e 210 leitos, sendo 80 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A estrutura contará com atendimento especializado em ginecologia, obstetrícia e neonatologia, além de UTI obstétrica, ampliação da UTI neonatal, casa da gestante, banco de leite humano e heliponto para transporte de emergência.
Com tecnologia de ponta e ambientes humanizados, o hospital ampliará o acesso da população aos serviços especializados em saúde materno-infantil pelo Sistema Único de Saúde (SUS), representando um importante investimento na rede pública estadual.








