
O Governo do Tocantins viabilizou mais de R$ 5,7 bilhões em investimentos privados no período de 2022 a 2026, por meio de incentivos fiscais e econômicos concedidos via programas conduzidos pela Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics) e pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). A política de benefícios contribuiu, nos últimos quatro anos, para a geração de mais de 13,1 mil empregos e, somente neste ano, já apoiou mais de 1.134 empresas, fortalecendo a economia e impulsionando o desenvolvimento do estado.
O governador Wanderlei Barbosa ressalta que os investimentos projetados pelas empresas refletem um trabalho contínuo de fortalecimento da economia, com geração de oportunidades e promoção do desenvolvimento. “Estamos empenhados em tornar o estado cada vez mais atrativo para quem deseja investir, produzir e gerar empregos e oportunidades. Os resultados mostram que seguimos no caminho certo, ao levar desenvolvimento a todas as regiões, estimular o crescimento das empresas e ampliar as oportunidades para a nossa população. Nosso compromisso é dar continuidade a esse avanço”, afirma o chefe do Executivo.
Em 2026, das 1.134 empresas ativas com benefícios fiscais, 367 estão vinculadas a benefícios operacionalizados pela Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, por meio do Conselho de Desenvolvimento Econômico (CDE/TO). Os dados revelam a predominância de empreendimentos do setor industrial, com destaque para programas voltados à industrialização, além de iniciativas ligadas ao comércio atacadista, serviços de internet e projetos inseridos no complexo agroindustrial.
Já os incentivos administrados pela Secretaria de Estado da Fazenda somam 767 concessões, destacando-se os destinados ao comércio atacadista, com 651 concessões; à redução de impostos sobre itens como bebidas e outros, com 79; à reintrodução de soja, com 23; a lixos bons/sucatas, que podem ser reaproveitados, com 7; à borracha in natura, com 4; e ao querosene de aviação, com 3. Os benefícios são concedidos com base em diferentes legislações estaduais, estruturadas conforme cada segmento.
Impactos positivos

Gerente nacional de vendas da Gazin Colchões, Rui Dias, pontua que os estímulos fiscais foram fundamentais para a expansão da empresa, que é uma das beneficiadas pelos incentivos
O gerente nacional de vendas da Gazin Colchões, Rui Dias, reforça o papel decisivo dos incentivos fiscais para a expansão da empresa, que é uma das beneficiadas. “É um apoio fundamental para viabilizar a expansão da nossa operação industrial, especialmente na unidade de Araguatins, que permite que a nossa empresa cresça de forma estruturada e competitiva. O incentivo tem impacto no fortalecimento do setor produtivo, porque cria um ambiente mais favorável para investirmos, o que contribui significativamente para a nossa consolidação na região e amplia a nossa produção. O processo de adesão ao benefício foi feito de forma transparente e bem estruturada, em que tivemos todo o suporte necessário por parte dos órgãos responsáveis, que trouxe segurança para a tomada de decisão e reforçou a confiança da empresa em investir no Tocantins”, pontua o gerente.
Incentivos impulsionam investimentos
Os incentivos concedidos no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Econômico, apenas em 2026, somam mais de R$ 1,018 bilhão em investimentos projetados e 448 empregos atuais e previstos. São 19 empresas beneficiadas, consolidando-se como o período de maior volume de benefícios desde 2022.
Os investimentos projetados pelas empresas se concentraram principalmente no Programa de Industrialização Direcionada (Proindústria) que contabiliza 11 empresas, com mais de R$ 1,008 bilhão em investimentos projetados e 375 empregos previstos. Na sequência, estão o segmento de e-commerce, com 6 empresas, cerca de R$ 7,6 milhões em investimentos e 44 empregos, e o comércio atacadista de medicamentos, com 2 empresas, aproximadamente R$ 2 milhões em aplicações e 29 empregos.Na comparação entre 2025 e 2024, os dados demonstram a continuidade de volumes expressivos de investimentos e geração de empregos. Em 2025, foram registrados aproximadamente R$ 373 milhões em investimentos projetados e 2.159 empregos, com 32 empresas contempladas. Já em 2024, os investimentos alcançaram cerca de R$ 889,5 milhões, com a geração de 4.084 empregos e 51 empresas beneficiadas. O cenário reforça a consistência das ações voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios e ao desenvolvimento econômico.
Já no comparativo de 2023, foram registrados cerca de R$ 381,7 milhões em investimentos projetados e 2.197 empregos, com 24 empresas contempladas. Em 2022, foram investidos R$ 583,5 milhões, com a geração de 4.297 empregos e contabilizando 44 empresas beneficiadas.

Benefícios fiscais
Entre os benefícios, destaca-se o Proindústria, instituído na Lei nº 1.385, concedendo isenção de ICMS em diversas operações, como transporte interestadual e intermunicipal, aquisição de matéria-prima, insumos, energia elétrica, bens para ativo fixo, importações e vendas a órgãos públicos. A legislação também prevê crédito fiscal presumido de até 75% sobre o ICMS apurado e de 100% nos serviços de transporte interestadual de produtos industrializados, entre outros benefícios.
Além disso, os recursos abrangem diferentes setores estratégicos, com leis estaduais específicas como comércio digital (Lei nº 1.641/2005), agronegócio (Lei nº 1.695/2006), farmacêutico (Lei nº 1.790/2007), confecção (Lei nº 2.229/2009), logística (Lei nº 2.679/2012) e turismo (Lei nº 1.355/2002).
Além dos impactos diretos na geração de empregos e atração de investimentos, as empresas beneficiadas por incentivos fiscais, seja por meio da Sics ou da Sefaz, contribuem para o fortalecimento do desenvolvimento econômico do estado. Como contrapartida, é destinado o equivalente a 0,3% do valor incentivado ao Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), recurso utilizado para financiar projetos estratégicos, como a implantação e o fortalecimento de agroindústrias, ampliando os efeitos positivos da política de incentivos em diferentes setores da economia tocantinense.


Parte dos Incentivos fiscais são assegurados pela Lei Federal nº 9.532/97, que instituiu o Fundo de Investimento da Amazônia (Finam), mecanismo que direciona parte do Imposto de Renda para projetos produtivos, incentivando investimentos







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