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16/09/2019 - 18h59m

QUEBRADEIRA DE COCO

Sテグ MIGUEL: Comunidade onde Dona Raimunda estテ。 enterrada ganharテ。 cemitテゥrio memorial para homenagear quebradeira

Jornal do Tocantins / Foto: Ricardo Freitas, Loise Correa e Victor Marinho

Projeto do publicitテ。rio Marcelo Silva, que tem dona Raimunda como sua inspiraテァテ」o (Foto: Divulgaテァテ」o)

No próximo dia 7 de novembro fará um ano da morte de Raimunda Gomes da Silva, a Dona Raimunda Quebradeira de Coco, ícone tocantinense na luta dos direitos das quebradeiras de coco. Para celebrar a data, será entregue um cemitério memorial que está sendo construído no assentamento Sete Barracas, em São Miguel do Tocantins, local onde ela foi sepultada. O cemitério memorial é construído em homenagem à história da quebradeira de coco e das pessoas que ali viveram.

A ideia partiu do publicitário Marcelo Silva, que também é diretor de um filme que conta a história de dona Raimunda (confira o filme abaixo). Ele afirmou ao Jornal do Tocantins que no ano passado se comprometeu a ajudar no sepultamento da líder comunitária. “Eu a conheço desde 1992. Sempre foi uma grande inspiração para mim. Depois do documentário eu passei a ter uma dívida moral com ela por conta do prestígio que o filme me deu por isso assumi o compromisso de trabalhar pela perpetuação do legado dela”, afirmou.

O corpo de Raimunda está enterrado em um cemitério do assentamento que existe há mais de 40 anos. Segundo Silva, alguns túmulos não possuem mais identificação, algumas pessoas enterradas no local eram parentes, amigos e companheiros de luta de dona Raimunda.

Silva conta que o lugar é bonito, está em uma pequena floresta de babaçu, mas não possui dignidade. “Por isso decidi ajudar a família e fazer um túmulo para Dona Raimunda”, disse. No entanto, ele pensou que dona Raimunda, se viva, não aceitaria ter um túmulo bonito enquanto seus parentes e amigos não tivessem.

Por isso, Silva encomendou um projeto de um Cemitério Memorial para o assentamento que contemplasse todos os sepultados e contasse tanto a história de Dona Raimunda, quanto a história do assentamento Sete Barracas.

Ele levou a ideia para a comunidade na última sexta-feira, 13, durante uma reunião. Os moradores do assentamento e companheiros de Dona Raimunda aprovaram a ação e se comprometeram a ajuda na construção com a mão de obra.

O projeto é dos arquitetos Ricardo Freitas, Loise Correa e Victor Marinho, todos formados na Universidade Federal do Tocantins. As obras já estão iniciadas, estradas de acesso estão sendo limpas e toda a área ao redor do cemitério será cercada para conter a entrada de bovinos que passeiam no local.

Projeto

Segundo Silva, as covas serão mantidas no mesmo lugar e todos no mesmo padrão, composto por cimento e grama. Ele destaca que a Dona Raimunda ganhará uma placa maior de identificação com homenagens. O memorial, ainda, terá placas contando a história do assentamento Sete Barracas, e sete colunas ao fundo simbolizando o povoado rural, um cruzeiro horizontal e muro da saudade.

“Todo acervo de Dona Raimunda está à salvo numa sala que construímos apenas para guardar tudo”, disse. A próxima etapa do projeto, encabelado por Silva, é restaurar a casa da quebradeira e colocar tudo visível em um memorial.

A quebradeira

Dona Raimunda Quebradeira de coco foi responsável pela fundação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), criado em 1991 para atuar nos estados do Pará, Tocantins, Piauí e Maranhão.

Aos 78 anos, a trabalhadora rural faleceu na sua própria casa no dia 7 de novembro do ano passado, no Sete Barracas, em São Miguel do Tocantins, a 610 km de Palmas. Debilitada, ela enfrentava o diabetes e já tinha perdido a visão. Ela deixou o marido e sete filhos. 

Em novembro de 2017, a quebradeira foi uma das homenageadas para receber a Medalha Mário de Andrade, honraria concedida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) às pessoas físicas ou jurídicas que tenham prestado serviços de relevância em proveito da trajetória do Iphan.

No mesmo mês, dona Raimunda foi homenageada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Segundo a comissão, o prêmio foi entregue às mulheres que contribuíram para o pleno exercício da cidadania, na defesa dos direitos da mulher e nas questões de gênero.

Mantivemos as covas no mesmo lugar e todos no mesmo padrão. Cimento e grama. Dona Raimunda ganhara uma placa maior de identificação com homenagens. O memorial terá placas contando a história e sete colunas ao fundo simbolizando as 7 Barracas. cruzeiro horizontal e muro da saudade pic.twitter.com/ayecXPaQ5W

Filme produzido por Marcelo Silva: RAIMUNDA - A QUEBRADEIRA DE COCO from BR153Imagens on Vimeo

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