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31/07/2019 - 09h00m

EM PALMAS

Professores Indígenas de Tocantinópolis participam da celebração da conclusão do curso de magistério indígena

Redação / Fotos: Marcio Vieira

Professores concluem a 30ª etapa do Magistério Indígenas

Comprometida com a qualidade do ensino ofertado aos seus estudantes, a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc), por meio da Gerência de Educação Indígena, realizou na última quinta-feira, 25, no Colégio da Polícia Militar (CPM), Unidade II, em Palmas, a solenidade de colação de grau dos professores formados em Magistério Indígena e o encerramento da 30ª etapa do Curso de Formação de Professores em Magistério Indígena. Entre os formandos, estavam professores de etnias indígenas de Tocantinópolis.

Melhorar o desempenho profissional de professores da rede estadual de ensino e preservar a cultura e os costumes dos povos indígenas do Tocantins estão entre os objetivos do Curso de Formação de Professores em Magistério Indígena, que chega a sua 30ª etapa. A primeira etapa do curso de Formação de Professores em Magistério Indígena teve início no ano de 1998, para 93 cursistas. Até agora, foram formados professores que trabalham com os povos Karajá, Javaé, Xambioá, Apinajé, Krahô, Xerente e Krahô Kanela.

O curso tem duração de três anos e participaram dessa etapa de formação, que teve início no dia 1º de julho, cerca de 130 profissionais, sendo que 15 desses concluíram o curso nessa etapa. Durante a solenidade, o povo Xerente realizou uma apresentação cultural com canto e dança, uma forma de agradecimento pela conquista alcançada na formação e pelo apoio recebido durante as trocas de experiências.

Representantes das etnias falaram sobre a importância do conhecimento adquirido, por meio dos estudos. Para Iizilene S. Calixto Xerente, o momento é de alegria e felicidade. “Estou muito feliz pela conclusão do curso. Agradeço a Deus pela coragem e força recebidas para enfrentar os obstáculos e também a toda a equipe da Seduc, especialmente aos professores”, pontuou.

Sandro Pepkrãkahi Corredor Apinajé, professor na Escola Kagapixito, na Aldeia Brejão, em Tocantinópolis

O momento também foi de gratidão para Cledson Karyrama Karajá. “Estou feliz pela formação. É mais uma etapa concluída”. O mesmo sentimento foi compartilhado por Sandro Pepkrãkahi Corredor Apinajé. “Estou emocionado e feliz em poder contribuir com a minha comunidade”. Sandro é professor na Escola Kagapixito, na Aldeia Brejão, em Tocantinópolis.

Para Eduardo Crut Krahô, a interação entre indígenas e não indígenas tem um papel importante no processo de formação. “Agradeço a todos pela contribuição proporcionada ao nosso povo. Agora estamos mais preparados para ministrar aulas com melhor qualidade”, ponderou.

Hermínia Wôpar Krahô lembrou-se do esforço de ter ficado os períodos do curso longe da comunidade para conquistar seus sonhos. “Muito bom lutar e concluir a formação. Agora posso ajudar a desenvolver minha comunidade. Isso foi o motivo principal de eu ter participado do curso”, comentou.

Miranda Ihpoj Krahô ressaltou a importância da formação. “Ministro aulas na Escola Indígena Santa Cruz, em Itacajá, e no curso aprendi novas metodologias que irão contribuir para o ensino na minha comunidade. Isso ajuda muito no desenvolvimento do meu trabalho como professor”.

O cacique e professor da Aldeia Santa Cruz, Ariston Krahô, fez questão de acompanhar de perto a solenidade. “Participar desse momento é interessante, devido a nossa interação com a cultura do não índio. A comunicação entre a gente fica facilitada. Esta é a primeira vez que somos recebidos pela Polícia Militar, foram excelentes nossas trocas de experiências”, pontuou.

O gerente de Educação Indígena, Waxiy Maluá Karajá, ressaltou a importância da formação para a comunidade indígena. “Durante esse período, foram muitas trocas de experiências e aprendizagem que serão aproveitadas para o trabalho docente eficaz com nossos alunos”, destacou.

A secretária de Estado da Educação, Juventude e Esportes, Adriana Aguiar, falou da importância da formação para a melhoria da aprendizagem. “O nosso propósito é encorajar os professores, instrumentalizando-os com formação para que o processo de ensino e aprendizagem avance cada vez mais. Todos aprendemos com a troca de informações sobre diversas culturas e costumes, o que nos ajuda a vencer os desafios diários do aprender e do ensinar”.

Confira a lista com os nomes dos formados:

1 – Adaltonwazase P. B. Xerente

2 – Alonso Shiwibu Xerente

3 – Cledson Karyrama Karajá

4 – Daniel Teoworu Karajá

5 – Delma Kupakro Krahô

6 – Eduardo Crut Krahô

7 – Hermínia Wôpar Krahô

8 – Izilene S. Calixto Xerente

9 – Josivan Wakukepre Xerente

10 – Marciana Amxykwyj  Krahô

11 – Miranda Ihpoj Krahô

12 – Paulinho Xyhcapro Krahô

13 – Rogério Côtetet Krahô

14 – Rosângela Fernandes Apinajé

15 – Sandro Pepkrãkahi Corredor Apinajé

O povo Xerente agradeceu ao público com canto e dança demonstrando sua cultura

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