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27/09/2019 - 22h48m

SAÚDE

População de Nazaré fica sem o único hospital; equipamentos foram levados para outro município

Com informações de Alberto Rocha

A população do município de Nazaré perdeu o único hospital, o Januária Lúcia, que é administrado pela prefeitura. O hospital, localizado no bairro São Francisco, foi fechado, e a decisão revoltou a população de Nazaré e região, além de lideranças comunitárias, que viram na iniciativa da prefeitura uma atitude isolada, que pode trazer sérias consequências à população de Nazaré e região, que recebiam atendimento médico na unidade de saúde.

Pra piorar ainda mais a situação, os equipamentos hospitalares teriam sido levados para a cidade de Tocantinópolis. O fechamento do hospital e a doação dos equipamentos provocaram reações imediatas, inclusive notas de repúdios, como a de um líder comunitário da cidade. Na nota, o líder, assim se manifesta:

Essa entrega dos equipamentos é o atestado de incompetência da atual gestão. O hospital municipal vinha sendo mantido pelas gestões que sucederam Moreira, até chegar na atual gestão, que, descompromissadamente fechou, deixando a população à míngua. É inaceitável o modus operandi dessa gestão, que pela incapacidade de gerir o município entrega seus bens a outros. Não podemos aceitar tal atitude, não podemos deixar que nossa cidade regresse há 40 anos atrás”, diz parte da nota.

Além de notas de repúdios, moradores de Nazaré estão compartilhando vídeos gravados ainda durante a campanha eleitoral em 2016 quando a então candidata e hoje prefeita Maria Elvira  Araújo prometia uma saúde pública  de qualidade, inclusive com a contratação de um médico pediátrico.

Vocês estão escolhendo uma saúde com maior qualidade (.....)  Quando vocês chegarem em Nazaré naquele hospital serão atendidos a qualquer hora do dia e da noite (....)  O doente não escolhe a hora de adoecer (.... ) ....Ter um tratamento de amor, de carinho, vou tratar vocês igual vocês me tratam na casa de vocês”, diz a então candidata em trechos do vídeo.

No  hospital, que agora está fechado, eram realizadas internações, e os pacientes com casos mais graves eram encaminhados para  hospitais de Augustinópolis e Araguaína. Na unidade hospitalar tinham 31 leitos, e trabalhavam 8 técnicos de enfermagem e raio-x e uma enfermeira.

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