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19/02/2019 - 09h32m

INVESTIGADO NA OPERAÇÃO CATARSE

Polícia cumpre mandados em endereços de ex-secretário estadual suspeito de ser funcionário fantasma

Com informações do G1

São cumpridos mandados de busca e apreensão na casa e em locais onde o médico trabalha, em Araguaína

A Polícia Civil realiza na manhã deste terça-feira (19) mais uma fase da operação Catarse, a qual investiga funcionários fantasmas no Tocantins. O alvo desta vez é o médico Arnaldo Alves Nunes, servidor efetivo do estado desde julho 1994, tendo exercido o cargo de secretário da Saúde no Tocantins. Segundo as investigações, mesmo sendo servidor, ele não aparece para trabalhar. A polícia apurou que mesmo assim, ele recebe normalmente o salário bruto no valor de R$ 32.634,00.

São cumpridos mandados de busca e apreensão na casa e em locais onde o médico trabalha, em Araguaína.

A polícia informou que o médico foi presidente da Federação das Santas Casas Hospitais Filantrópicos e Entidades Beneficentes do Tocantins e, atualmente está lotado no Gabinete do secretário da Saúde em Palmas. Mesmo com todas as funções, exerce o cargo de diretor técnico do Hospital e Maternidade Dom Orione, em Araguaína.

Segundo os investigadores, o prejuízo aos cofres públicos pode passar de R$ 1 milhão, além do da no causado à saúde pública do estado, que é carente de médicos para o atendimento à comunidade.

A Polícia Civil disse que foi comprovado o vínculo trabalhista com o hospital e a ausência na prestação do serviço público, conduta que configura o crime de peculato, quando a pessoa se apropria do dinheiro público em razão do cargo que ocupa. A pena é de dois a 12 anos de prisão cumulada com a perda do cargo.

Preso em operação da PF

O médico Arnaldo Alves também foi um dos alvos da 2ª fase da operação Marcapasso da Polícia Federal, em 2017. Na época, ele foi preso suspeito de participar de um esquema de corrupção de fraude em licitações na compra de órteses, próteses e materiais especiais.

Além disso, a 2ª fase da operação também apurou a reutilização de materiais em vários procedimentos. Conforme a decisão que autorizou as prisões, o Hospital Dom Orione, teria utilizado até dez vezes as mesmas notas fiscais de materiais reutilizados para receber mais dinheiro do SUS, como se os itens fossem novos.

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