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05/11/2018 - 18h45m

ENERGISA

Número de acidentes com a rede de energia no TO cai 52% nos últimos 3 anos

Comunicacao Energisa - ETO

Em 12 anos da campanha, o número de acidentes fatais no Brasil caiu 14%, evitando uma média de 47 mortes por ano

O número total de acidentes entre a população brasileira envolvendo a rede de energia elétrica vem caindo significativamente nos últimos anos. Essa realidade se reflete também no Tocantins, que de 2015 (21) até outubro deste ano (10) reduziu em 52% a quantidade de acidentes da comunidade com a rede de energia, totalizando uma média de 14 ocorrências por ano.

Durante o lançamento nacional da XII Semana Nacional de Segurança com Energia Elétrica, na manhã desta segunda-feira, 5, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) revelou que no Brasil, desde que começou a fazer a campanha de conscientização, em 2006, houve uma queda anual de 16% nos acidentes, totalizando uma média de 838 acidentes por ano. Neste mesmo período, a média anual de mortes totais também caiu 14%, totalizando 293 mortes/ano. O dado mostra que foram evitadas 47 mortes/ano.

A menor taxa de incidências revela o resultado das campanhas de conscientização que as distribuidoras têm feito junto à população, com o reforço em ações focais direcionadas às principais causas. Este ano, a XII Semana Nacional de Segurança com Energia Elétrica realizada pelas concessionárias pretende alcançar cerca de 120 milhões de pessoas em todo o País, com a adesão das 43 empresas associadas à Abradee. A campanha ocorre entre os dias 5 e 11 de novembro de 2018.

A cada ano, as distribuidoras reforçam as ações da campanha com base nos tipos de acidentes mais comuns motivados pelo contato da população com a rede elétrica. Com o slogan É ai que mora o perigoa iniciativa tem o objetivo de conscientizar para prevenir, e este ano, chama a atenção para cinco situações do dia a dia das pessoas que têm sido as principais razões dos incidentes: construção/ manutenção predial; ligações clandestinas; pipa; instalações de antena de TV; e poda de árvore.

Para o presidente da Abradee, Nelson Fonseca Leite, a queda contínua nos números de acidentes com a rede elétrica ao longo dos anos demonstra a importância de ações de conscientização e prevenção. “A cada ano reforçamos a campanha entre as distribuidoras de energia de todo o país. Vemos os resultados deste trabalho ao observar que de 2009 a 2017, tivemos uma redução total de óbitos nos cinco tipos de ocorrência abrangidos pela campanha, isso é uma notícia muito boa”, afirmou.

Dados do levantamento – No total, foram registrados pelas distribuidoras 863 acidentes em todo o País. Destes, 252 foram de maior gravidade e ocasionaram a morte das vítimas (no ano anterior, foram registrados 12 casos fatais a menos). As distribuidoras apontaram na pesquisa 14 tipos diferentes de ocorrências provocadas pelo contato das pessoas com a fiação elétrica, incluindo as cinco principais já mencionadas acima.

Assim como nos anos anteriores, o principal responsável pelas mortes ocasionadas pelo contato com a rede de energia é a construção/manutenção predial, com 29% dos casos no último ano. Nos últimos nove anos (2009 a 2017) houve um total de 736 mortes em situações como esta.

Já as ligações elétricas clandestinas, o famoso “gato”, é a segunda maior causa de mortes em acidentes com a rede, com um total de 11% dos casos em 2017. O segundo lugar nesta lista também revela a recorrência deste tipo de acidente, tendo em vista que nos anos anteriores, também figurava na mesma posição. De 2009 a 2017, período de 9 anos, 279 pessoas morreram por contato com os fios ao tentar fazer as ligações clandestinas. No mesmo período, foram registradas 136 mortes por conta do contato das vítimas com a fiação enquanto instalavam antena de TV; 127 pessoas morreram enquanto faziam poda de árvores, e 77 enquanto empinavam pipa perto da rede de energia elétrica das distribuidoras.

Em relação às taxas de gravidade e de frequência dos acidentes (incluindo os fatais), de 2001a 2017, houve uma redução de 47% nos acidentes com alta gravidade. Já a frequência dos acidentes ao longo do período teve uma queda de 32%. Em 2001, para uma população de 171,9 milhões, foram registradas 381 mortes, ou seja, uma morte para cada 451 mil habitantes. Se essa relação tivesse sido mantida, a estimativa para o ano de 2017 (população de 207,7 milhões de habitantes) seria um total de 460 mortes. Considerando que foram apuradas 252 mortes em 2017, conclui-se que, em 2017, foram “evitadas” 208 mortes.

Dados por região–Analisando os casos de acidentes fatais no período de nove anos (2009 a 2017), envolvendo os cinco principais tipos de acidentes abordados pela campanha, o número total de pessoas que faleceram no Brasil foi de 1.355. Destes, 191 casos ocorreram na região Norte (que conta com 8,6% da população brasileira); 382 no Nordeste (27,6% dos habitantes); 538 no Sudeste (41,9% dos brasileiros); 140 no Sul (14,3%); e 104 no Centro-Oeste (7,6%).

Sobre a Campanha -Na busca pela universalização, as distribuidoras vêm estendendo suas redes elétricas para as periferias e áreas rurais mais distantes, incorporando contingentes populacionais com baixo nível de informação e conscientização sobre os cuidados necessários para uma convivência segura com as redes elétricas. Em 1966, apenas 40% da população brasileira era atendida pelas redes das concessionárias (seis milhões de consumidores). Atualmente, em todo o país, são mais de três milhões de quilômetros de rede de distribuição para atender 207,7 milhões de habitantes, com uma cobertura de 99,8% dos domicílios e com 1,8 milhões de novas ligações ano.

As distribuidoras, isoladamente, sempre atuaram no sentido de orientar seus consumidores sobre os riscos da energia elétrica e como evitá-los. A partir de1990, para acompanhar mais de perto essa atuação, a Abradee e a Fundação Coge implementaram a coleta sistemática de dados das concessionárias. Em 2006, a Abradee e suas associadas promoveram a primeira campanha nacional para prevenção de acidentes com a rede elétrica e vêm repetindo esta mobilização todos os anos. Os resultados têm sido positivos.

A redução sustentada nos índices gerais, ano a ano, reflete o resultado das campanhas e de outras ações que se complementam. Uma delas é a busca permanente das distribuidoras pela melhoria das condições de segurança de suas redes. Embora necessária e indispensável, uma rede em perfeitas condições técnicas e de segurança, por si só, não impede que um ato imprudente resulte em acidentes. Por isso, a Abradee considera importante a participação na campanha por parte de toda a sociedade, governos, imprensa, e também entidades ligadas à construção civil.

Cabe ressaltar que, mesmo com esta busca permanente pelas distribuidoras, da melhoria das condições de segurança de suas redes, vale a pena lembrar que o uso dos postes é compartilhado e ações semelhantes devem ser feitas também pelos outros usuários.

Principais dicas da campanha

Antena de TVao instalar ou consertar antenas, cuidado com a rede elétrica. Escolha um lugar afastado dos fios, observando quando o tempo estiver bom, sem chuva. Caso a antena caia na fiação, nunca tente segurá-la ou recuperá-la. 

Poda de árvores: nunca faça poda de árvores que estiverem próximas ou em contato com a redes elétricas. Entre em contanto com a prefeitura de sua cidade e solicite o serviço. A poda de árvores é um serviço que deve ser realizado somente por profissionais preparados e qualificados.

Pipassempre empine pipas em locais abertos e afastados da rede elétrica. Jamais use fios metálicos ou cerol, e caso a pipa fique presa, não tente resgatá-la. Estas orientações devem ser reforçadas junto às crianças.

Construção ou Manutenção Predialao construir ou reformar, mantenha uma distância segura da rede elétrica, principalmente ao movimentar materiais metálicos, como barras de ferro e arames. Consulte sempre um profissional capacitado para este tipo de serviço ou a sua distribuidora.

Ligação Clandestina (Gato): ligações da rede elétrica, somente pelo eletricista de sua distribuidora de energia. Furtar energia é muito perigoso. Além de ser um crime, provoca acidentes e coloca vidas em risco.

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