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12/02/2019 - 11h10m

MPE PEDE URGÊNCIA NO CASO

Ministério Público Estadual pede nova vistoria na fazenda da família do deputado Olyntho Neto para saber se lixo hospitalar foi retirado

MPE pediu nova vistoria em fazenda da família do deputado estadual Olyntho Neto para saber se lixo hospitalar foi retirado

O Ministério Público Estadual pediu que o Naturatins realize uma nova vistoria na fazenda da família do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB) para identificar se o lixo hospitalar que estava enterrado lá já foi retirado. Seringas, luvas e até agulhas foram encontrados no local em novembro do ano passado pela Polícia Civil, durante as investigações sobre os resíduos achados em um galpão no distrito agroindustrial de Araguaína.

O prazo que o Instituto Natureza do Tocantins deu para que os resíduos fossem removidos venceu na última sexta-feira (8). A fazenda Caeté fica entre Araguaína e Wanderlândia. No documento, enviado nesta segunda-feira (11), o MPE pede urgência no caso.

A família Olinto segue negando envolvimento no escândalo do lixo hospitalar.

Na semana passada o MPE apresentou a primeira ação penal no escândalo do lixo hospitalar. Ao todo, foram denunciadas seis pessoas e cinco empresas suspeitas de ter alguma participação no caso. Na lista, estão o ex-juiz eleitoral João Olinto e os filhos dele; Luiz Olinto e Rodolfo Olinto.

Os três são parentes do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), que apesar de ser investigado pela Polícia Civil no caso, não foi denunciado.

Além dos três, também aparecem na lista do MPE: Ludmila Andrade de Paula, Waldireny de Sousa Martins e José Hamilton de Almeida. Também foram apresentadas denúncias contra as empresas Agromaster S.A, Sancil Sanantonio, Pronorte Empreendimentos, Luon Participações e Teruak Bioenergia.

Os crimes citados na denúncia são de associação criminosa, falsidade ideológica, fraude processual e vários crimes de natureza ambiental.

As denúncias de associação criminosa e fraude processual se aplicam apenas a João Olinto, Luiz Olinto e Ludmila Andrade de Paula. Já a parte que fala sobre falsidade ideológica se estende a todos os citados.

O MPE pediu que a Justiça ouça 12 testemunhas e solicite as imagens das câmeras de segurança de um posto de combustíveis em Araguaína.

O advogado que representa a família Olinto e Ludmila Andrade de Paula disse que só irá se posicionar em juízo e aos órgãos competentes. A defesa de Waldireny de Sousa Martins disse que a denúncia contra a cliente é por um crime de menor potencial ofensivo e que já esperava essa medida.

As empresas Agromaster S.A, Sancil Sanantonio, Pronorte Empreendimentos, Luon Participações e Teruak Bioenergia também não atenderam aos telefonemas.

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