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12/12/2018 - 10h30m

PARAUAPEBAS-PA

Justiça suspende decoração de Natal de R$ 1,3 milhão em Parauapebas

Justiça suspende decoração de Natal contratada pela Prefeitura de Parauapebas-PA

A Justiça do Pará mandou suspender a decoração de Natal contratada este ano pela Prefeitura de Parauapebas, no sudeste do Pará. A suspeita é de que houve superfaturamento no serviço contratado. O valor da decoração é de mais de R$ 1 milhão.

Ao longo de 2 km da rodovia PA-275, que corta o centro de Parauapebas, as luzes indicam a chegada do período natalino. Árvores naturais receberam iluminação e os postes, armações metálicas em formato de estrela cadente. A decoração na rodovia é apenas uma parte da decoração da cidade, de aproximadamente 202 mil habitantes.

Mas, no que depender da Justiça, a decoração não terá continuidade. A montagem encomendada pela prefeitura foi suspensa depois que a Justiça recebeu uma denúncia de superfaturamento na contratação do serviço.

A decoração deveria custar aos cofres públicos R$ 1,3 milhão. Mas, até que a Prefeitura de Parauapebas justifique os gastos, o trabalho de montagem da decoração ficará paralisado.

O secretário municipal de urbanismo, que contratou o serviço, Edimar Lima, diz que o valor não está caro.

Não considero exorbitante, eu acho o seguinte, tem que verificar que tipo de projeto, que tipo de coisa está sendo trabalhada. Nenhum material é comprado aqui e é relativamente caro e de pouco proveito”, afirmou o secretário.

Eu acho que deveria ser investido, mas um valor menor, e a outra parte investida em saúde, educação, saneamento básico, essas coisas”, opinou o eletricista Charles Martins.

A dona de casa Raimunda Costa mora em um bairro distante da decoração natalina. Ela enfrenta diariamente problemas com a falta de água, que só chega na casa dela duas vezes por semana. “Se diminuísse esse gasto com decoração natalina... É bonito, lindo com certeza, mas se fosse investido em outras coisas que são prioridade, como a água, com certeza seria bem melhor”, afirmou Raimunda.

Por enquanto o gasto público está impedido, mas outras medidas devem ser tomadas. E provavelmente uma ação de improbidade será proposta em relação a esses fatos", ressaltou o promotor de Justiça Hélio Rubens. (G1)

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