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20/03/2015 - 10h20m

Folha publica íntegra de depoimento em que Youssef confirma propina no Igeprev e deputado Eduardo Siqueira é citado

T1 Notícias

O depoimento feito à Polícia Federal no dia 11 de fevereiro deste ano, em que o doleiro Alberto Youssef revelou ter pago R$ 1,5 milhão em propina para ter R$ 30 milhões do Igeprev - Instituto de Previdência do Tocantins, investidos no Fundo Máxima foi revelado na íntegra em linkspela Folha de S. Paulo, ontem, quarta-feira, 18. O caso doIgeprev do Tocantins aparece no depoimento complementar de nº 10 e traz menção ao deputado Eduardo Siqueira. Falando ao T1, Eduardo Siqueira afirmou não haver nada no processo que o incrimine e sustentou que vai judicializar todos os comentários que ataquem sua honra, no momento que julgar oportuno.

O pagamento do um milhão e meio foi feito, segundo Youssef, em um escritório localizado em Santo Gabriel, São Paulo, diretamente a Ari Ariza, que funcionou como intermediário entre o doleiro e o então presidente do Igeprev, Gustavo Furtado Silbergel.

O valor da propina foi combinado em encontro pessoal entre ele (Youssef) e Gustavo. A pedida do então presidente, via intermediários, teria sido de R$ 3 milhões, correspondente a R$ 30 milhões que seriam investidos no Máxima. No encontro, “tete a tete”, Gustavo teria aceitado reduzir o percentual para 5%. Por isso Ari teria recebido os R$ 1,5 mi e distribuído a Emivaldo Quadrado e Meire Pozza, que são citados como intermediários no contato com o Igeprev.

Meire teria apresentado o Igeprev para Ari, informa Youssef no depoimento.

Dando o cano no doleiro

Youssef revela que apesar do combinado, apenas R$ 10 milhões chegaram a ser efetivamente aplicados no fundo, diferente do combinado com Gustavo Furtado.

Ao cobrar a diferença da propina paga antecipadamente ao intermediário, Ari Ariza, este teria ido falar com Fayed - que Youssef afirma ter sido responsável pela indicação de Gustavo à presidência do Instituto.

“Todo mundo diz que quem fez a indicação de Gustavo para ser presidente do Igeprev foi Fayed, em razão da ligação deste último com Siqueirinha, filho do ex-governador Siqueira Campos”, diz o doleiro durante o depoimento.

Eduardo Siqueira nega envolvimento

Citado, o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos disse ao T1 Notícias na tarde de quarta-feira, 18, que não tem nada a comentar sobre o que alguém ouviu falar. “Não existe absolutamente nada contra mim neste processo. Não respondo a um processo em toda minha vida pública e vou judicializar, no momento que julgar oportuno, todos os comentários que atacam meu nome e minha honra”.

Questionado se é o responsável direto pela nomeação de Gustavo Furtado na presidência do Igeprev, respondeu: “o fato não é quem indicou, ele foi nomeado pelo nosso governo e ele deverá ser chamado a responder pelos seus atos pela justiça. Este processo corre na justiça. Não me cabe fazer comentário sobre ele, nem o acusando, nem o isentando”.

O deputado lembrou que há diversos nomes de figuras públicas na Operação Lavajato, que foram descartados pelo procurador Rodrigo Janot, por não haverem indícios suficientes para que sejam denunciados. “Meu nome nem sequer foi considerado, para ser descartado. Nem fui mencionado”, finalizou.

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