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11/12/2017 - 09h27m

PROJETO DE EXTENSÃO

Educação prisional será tema de evento na UFT de Tocantinópolis

Inicia-se entre os dias 11 e 12 deste mês, no Câmpus da UFT em Tocantinópolis, o I Encontro de Educação em Contexto de Privação de Liberdade. O evento objetiva encerrar a primeira edição do projeto de extensão "Biblioteca e remição de pena por leitura e estudo: construindo o espaço educativo na Cadeia Pública de Tocantinópolis (TO)", ação que promove a alfabetização e a prática da leitura e da escrita num espaço de privação de liberdade.

Não é necessário inscrição para participação. No acontecimento, haverá uma lista de presença para assinatura do público, que receberá certificado de participação. O evento se destina principalmente a professores e alunos de cursos de licenciatura para que possam dialogar sobre o espaço do encarceramento com novas perspectivas. Porém, o conteúdo também é aberto a todas as pessoas interessadas.

O projeto de extensão começou no final de junho de 2017. Em sua primeira edição, foi dado início à estruturação do espaço educativo na Cadeia Pública de Tocantinópolis, organizando uma pequena biblioteca e promovendo oficinas de leitura e escrita e aulas de alfabetização.

A professora do Câmpus de Tocantinópolis responsável pelo projeto de extensão, Aline Campos, conhece bem o contexto da temática. Durante quatro anos, trabalhou em uma Unidade Prisional do interior do estado de São Paulo, além de fazer sua dissertação de Mestrado com base na educação em contexto de privação de liberdade.

Aline conta que o projeto está em desenvolvimento ao longo do semestre, com ações na Cadeia Pública de Tocantinópolis e alunas de Pedagogia e Ciências Sociais se envolvendo com a temática em projetos e monografias para Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). "Começamos a estudar o assunto e percebemos duas necessidades: uma de compartilhar com a comunidade acadêmica e comunidade externa à UFT essas ações que acabam ficando muito fechadas, trazendo para fora o que acontece dentro; e outra em dar visibilidade para essa temática bastante marginal na área da educação. Sabemos que a educação é um direito humano, mas também sabemos que nos espaços de privação de liberdade esse direito humano é negligenciado na maior parte das vezes", conta a professora. Ela lembra ainda que grande parte dos cursos de formação de professores não trabalham com a temática, fazendo com que o impacto do evento seja ainda mais importante no sentido de instigar o pensamento sobre o assunto.

Convidados

Com o intuito de socializar com a comunidade externa e interna da UFT as ações do projeto, bem como promover o debate sobre a temática ainda pouco visível nos cursos de formação de professores, o evento contará com a participação de representantes das instituições parceiras e dos professores Timothy Ireland, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB); e da escritora, cordelista e contadora de história, Irma Galhardo.

Aline explica que a presença de ambos os convidados é muito importante. "O professor Timothy tem como objeto maior de estudo a educação de jovens e adultos, mas também é referência importante na área da educação para pessoas em privação de liberdade. Já a participação da Irma é destacada pelo fato de que o grupo de alunos que faz parte do projeto na cadeia pública de alfabetização fizeram a leitura do livro da autora, chamado "Epopeia Tocantinense", sendo o primeiro livro lido na vida pelo grupo de alunos", conta.

Além disso, a escritora tocantinense também conversará com comunidade externa e interna da UFT sobre seu projeto Tocantins Poético e Lendário. "Haverá um momento que a Irma fará participação privada com alunos na cadeia pública, para que possam conhecer a autora do primeiro livro que leram e trocar ideias sobre impressões que tiveram", pontua a professora Aline.

Instituições organizadoras

As cinco instituições parceiras do projeto são responsáveis por cada atividade oferecida para promoção do projeto. São elas: UFT, que fornece o recurso humano necessário para a promoção das oficinas e organização do acervo de livros; Promotoria de Justiça, encarregada de estabelecer a articulação entre as instituições parceiras e captar recursos para o projeto; Secretaria de Cidadania e Justiça, que cede o espaço físico e é responsável pela segurança para realização das atividades; Secretaria de Educação, Juventude e Esportes, que executa o Programa Brasil Alfabetizado e fornece carteiras, lousa e material de consumo; e Prefeitura Municipal de Tocantinópolis, doadora de dez computadores.

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