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29/01/2019 - 10h34m

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AUGUSTINÓPOLIS: Vereador Antônio José Queiroz dos Santos segue foragido da polícia

Décimo vereador de Augustinópolis que teve prisão decretada segue foragido da polícia

O vereador Antônio José Queiroz dos Santos (PSB) continua foragido da polícia. Ele é um dos dez parlamentares de Augustinópolis, que tiveram a prisão decretada pela Justiça durante a operação Perfídia. O grupo é suspeito de cobrar propina para aprovar projetos de lei enviados pela prefeitura. Um cartaz de procurado foi divulgado na internet e o assunto é o mais comentado na cidade.

Os nove vereadores presos na sexta-feira (25) continuam na Cadeia Pública de Augustinópolis. As duas vereadoras estão detidas no presídio feminino de Babaçulândia. O prazo da prisão temporária termina nesta terça-feira (29), mas a Polícia Civil não descarta pedir uma prorrogação. A Polícia Civil investiga um esquema de propina que teria desviado R$ 1,5 milhão em três anos.

"Se houver necessidade será realizado o pedido junto ao poder judiciário para eventual prorrogação dela [da prisão temporária] e, inclusive, se tiver necessidade a decretação da prisão preventiva", disse o delegado Jacson Wutke, responsável pelas investigações.

Todos os presos prestaram depoimento, mas não disseram nada aos investigadores. Porem, escutas telefônicas feitas com autorização da justiça revelam como o esquema funcionava. Em uma das ligações, um dos vereadores fala sobre o impasse para definir os valores das propinas.

Paulo [secretário]: Aí, fecharam nos cinco?
Antônio Feitosa: Nam! A embromação tá é nessa, mestre.
Paulo [secretário]: Ram?!
Antônio Feitosa: Tô te falando.
Paulo [secretário]: Oxente
Antônio Feitosa: Nam, não quer fechar nos cinco não.
Paulo [secretário]: Quer não?
Antônio Feitosa: A briga lá é pelos oito, mestre.

Além dos mandados de prisão para dez dos 11 vereadores da cidade, também foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. Os documentos apreendidos ainda estão sendo analisados pela polícia. Os vereadores presos foram afastados pela Justiça por 180 dias.

O secretário da administração e um servidor público foram intimados para prestar depoimento. Porém, eles são tratados como testemunhas pela Polícia Civil.

"No início do inquérito eles figuraram como investigados, mas as suspeitas acabaram sendo afastadas. Viam mais uma exigência, não era um interesse deles em corromper os vereadores. Na verdade, os vereadores exigiam o pagamento das vantagens indevidas", explicou o delegado.

O presidente da câmara, Cícero Cruz Moutinho, é o único que não é investigado. Só que em uma conversa interceptada ele demonstra saber do esquema.

Cícero Moutinho: Ângela, olha, esse negócio que o prefeito passa pra vocês Ângela, agora vai cortar Ângela. Tô sabendo de tudin. tá entendendo?
Ângela Maria: urrum.
Cícero Moutinho: vai cortar depois de janeiro. Tu vai ver Ângela, se ele vai fazer, ajudar alguém em alguma coisa.
Ângela Maria: pois é.

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