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28/01/2019 - 16h23m

ORIENTAÇÕES

Adapec emite nota técnica sobre as diretrizes da retirada da vacinação antiaftosa

Dinalva Martins

Processo de transição do status sanitário, de livre da febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação é um avanço (Foto: Delfino Miranda)

Com o objetivo de prestar orientações sobre o processo de transição do status sanitário, de livre da febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) emitiu uma Nota Técnica informando as diretrizes. A principal delas é que durante o período de um ano, entre maio de 2020 e maio de 2021, o Tocantins ficará proibido de comercializar animais, produtos e subprodutos para os estados vizinhos: Maranhão, Piauí e Pará e demais estados que compõem os blocos II e III, podendo apenas ser autorizada nas situações previstas em lei.

A medida se dá em razão dos estados citados retirarem a vacinação em 2020, um ano antes do bloco IV, do qual o Tocantins faz parte. A ação está prevista no Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA) 2017-2026, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que impede a comercialização entre blocos que não tem o mesmo status sanitário.

Estamos conscientizando antecipadamente todos os envolvidos no processo para se prepararem e buscarem alternativas comerciais. A evolução do status é um grande avanço para o Estado e todo o país, que tem lutado há anos para as conquistas de novos mercados e crescimento da economia”, avalia o presidente da Adapec, Alberto Mendes da Rocha.

O documento diz “que passado esse prazo de um ano, os benefícios econômicos serão muitos, além de voltar à permissão da comercialização com todos os estados brasileiros, teremos uma valorização dos produtos pecuários, principalmente da bovinocultura, entre eles, carne, leite, couro, animais, sêmen e embriões, com a abertura de novos mercados em todo o mundo”. Informa ainda que haverá o fortalecimento de toda a cadeia produtiva, atraindo investimentos, gerando emprego e renda com a expansão de frigoríficos e laticínios, curtumes, instalações de fábricas de rações, indústrias medicamentosas, lojas agropecuárias, leilões, entre outros.

A previsão é de que até 2023, o Tocantins e o restante do país poderão ser reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livres da febre aftosa sem vacinação.

Blocos

O Mapa dividiu o país em cinco blocos. Os primeiros estados a extinguirem a vacinação serão Acre e Rondônia em 2019 (bloco I). Em 2020 está prevista a retirada da vacina no Amazonas, Pará, Amapá e Roraima (bloco II) e de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte (bloco III). Em 2021 encerram a vacinação na Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo e o Tocantins (bloco IV), além de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Bloco V), esse último é o único estado considerado livre da febre aftosa sem vacinação.

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