A produção de grãos do Tocantins deve alcançar 9,74 milhões de toneladas na safra 2025/26. Volume 6,2% superior ao registrado na safra 2024/25, quando foram colhidas 9,17 milhões de toneladas. A estimativa é do 11º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado é impulsionado pelo aumento de 3,7% na área cultivada (2,4979 milhões de hectares) e de 2,4% na produtividade média (3.898 kg/ha), consolidando o Tocantins como o maior produtor de grãos da Região Norte à frente do Pará, que projeta 8,34 milhões de toneladas.
O avanço da produção resulta tanto da expansão da área cultivada quanto do ganho de produtividade.
Entre as principais culturas, a soja segue como destaque da produção estadual, com área estimada em 1.645,9 mil hectares. Durante o período de vazio sanitário, o estado mantém áreas destinadas à produção de sementes, favorecidas pelas condições climáticas e pela disponibilidade de água para irrigação. Em Formoso do Araguaia, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com expectativa de produtividade entre 45 e 48 sacas por hectare. A colheita deve ser concluída em setembro.
Na cultura do milho segunda safra, a colheita está praticamente finalizada, com 99% da área colhida nos primeiros dias de agosto. A Conab estima produtividade de 5.120 kg por hectare. O ritmo acompanha a média dos últimos anos.
A colheita do arroz da primeira safra já foi concluída no estado. Nas áreas irrigadas, o preparo do solo e a implantação da segunda safra ocorreram dentro da janela de cultivo, com boas perspectivas de rendimento. Já nas áreas de sequeiro, especialmente nas lavouras de plantio mais tardio, houve redução da produtividade em função da menor ocorrência de chuvas durante o enchimento dos grãos.
No cultivo do algodão, o clima também tem sido um aliado. Durante a primeira safra, a redução das chuvas em junho, especialmente nas regiões norte e nordeste do estado, favoreceu a conclusão das fases finais da cultura. Em Dianópolis, a colheita já avança, enquanto as lavouras remanescentes seguem em maturação. Já na segunda safra, o predomínio do tempo seco tem beneficiado a maturação e as operações de dessecação, passo fundamental para preservar a qualidade da fibra, com a colheita já iniciada no município de Nova Rosalândia.
No cultivo do feijão-caupi, as lavouras irrigadas, que representam cerca de 54% da área cultivada, apresentam bom desenvolvimento, com expectativa de produtividade elevada graças ao uso da irrigação suplementar, especialmente nas regiões de Formoso do Araguaia, Pium e Lagoa da Confusão.
No gergelim, a área cultivada recuou nesta safra, segundo a Conab. Entre os fatores apontados estão os menores preços da cultura e a opção dos produtores por alternativas como feijão, sorgo e milheto.
Além das condições de produção, a infraestrutura e o acesso ao crédito também influenciam o desempenho do setor no estado. Nos últimos anos, ações do Governo do Tocantins incluem a recuperação e pavimentação de rodovias utilizadas no transporte da produção e a ampliação do acesso de produtores a linhas de financiamento. Na logística, o estado conta ainda com a Ferrovia Norte-Sul e os terminais multimodais de Porto Nacional e Palmeirante, que oferecem alternativas para o escoamento de grãos para outros estados e para o mercado externo.







