
Foi com uma dose de emoção extra, mas o Tocantinópolis Esporte Clube (TEC) conseguiu avançar para a final do Campeonato Tocantinense ao vencer o Gurupi nos pênaltis. O técnico Júnior Amorim destacou que o elenco conseguiu superar o pouco tempo de preparação e o desgaste para sonhar com o título, que deve ser decidido “nos detalhes“.
A competição foi retomada após o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgar e cancelar o estadual por causa de uma escalação irregular do União-TO — entenda o caso abaixo.
Conseguimos a classificação nos pênaltis, sofrida, mas faz parte do futebol e conseguimos o resultado que nos credenciou a chegar à final. E, acima de tudo, conquistarmos o calendário completo para o Tocantinópolis.
Júnior destacou que o elenco atual do TEC mescla jogadores jovens que estão em busca de se destacar e outros com experiência. O elenco foi montado pensando nas finais e no ano de 2026.
“Foi difícil pelo pouco tempo para colocar uma forma de jogar, adquirir o lado físico, o tático. Os jogadores se conhecendo dentro dos treinamentos e a gente conhecendo alguns jogadores também. Sem contar as dificuldades da logística, dos dois jogos em curto tempo. Nós conseguimos o resultado, mas é claro que a performance, a tendência é melhorar com o tempo”.
No primeiro jogo da semifinal, fora de casa, o Tocantinópolis venceu o Gurupi por 2 a 1. Em casa, o Verdão do Norte quase viu o sonho do título escapar ao sofrer um gol aos 43 minutos do tempo regulamentar, levando a decisão para as penalidades. Nos pênaltis, a vitória foi por 4 a 3.
“Foram dois jogos em que o Gurupi se mostrou uma equipe muito competitiva. Se nós não tivéssemos sido competitivos, principalmente no primeiro jogo, fazendo a vantagem lá, talvez nós não conseguiríamos chegar a essa final”.

O técnico destacou que o elenco fez duas viagens de aproximadamente 10 horas em um curto período – o primeiro jogo terminou no dia 21 de dezembro e o segundo foi no dia 24, na véspera de Natal.
“Jogamos 20 minutos no sábado, com um campo extremamente pesado, encharcado. Tivemos que voltar no domingo de manhã, jogar e fazer o resultado. Ser competitivo, correr muito, e fizemos. Só que nós tivemos a viagem de volta de mais de 10 horas de ônibus, desgastante. E não tivemos tempo de, praticamente, fazer nada. Só tentar reabilitar o elenco para o jogo da volta, que foi ontem”.
Segundo ele, a equipe sentiu muito o cansaço.
“O Gurupi jogou contra nós lá no sábado e domingo, e só teve uma viagem para cá, né? Nós tivemos duas (antes do jogo de quarta). Então, o desgaste foi muito maior. Claro que eu não estou querendo justificar, o resultado, pelo contrário, o Gurupi mereceu porque foi resiliente também. Mas esse desgaste físico prejudicou muito nossa performance, que foi completamente diferente do jogo de ida”.
De olho na decisão
O TEC agora vai encarar o Araguaína na final do Tocantinense. O primeiro jogo será neste sábado (27) no Estádio Mirandão. A partida de volta será no dia 30 de dezembro no Estádio Rezendão, em Tocantinópolis.
“Temos a possibilidade agora de sermos campeões. É claro que são jogos diferentes, contra uma equipe diferente. Conhecemos um pouco do elenco deles, como ele também conhece o nosso. Ele [técnico adversário] sabe a forma que nós temos, mas é claro que nós vamos tentar surpreender”.
Júnior acredita serão dois jogos serão muito disputados e vão ser decididos nos detalhes.
“Vão ser dois jogos difíceis, que eu acredito, que vão ser muito disputados e e vão ser decididos nos detalhes. Esperamos finalizar o ano com essa conquista de sermos campeões. E é claro que será bem-vindo esse título para nós. Mas, ressaltando e respeitando muito a equipe do Araguaína, conhecendo bem o que tem do lado de lá. É, vão ser dois jogos muito difíceis, e que vença o que lhe, que desempenhar, performar melhor nesses dois jogos”.
Entenda a situação do Tocantinense 2025
A competição, que já havia sido concluída em abril, foi parar no STJD. Uma escalação irregular por parte do então campeão União-TO foi a causa de toda a situação.
A escalação irregular ocorreu na primeira fase do estadual, quando o União-TO escalou o zagueiro Sheik, que estava suspenso por acumular três cartões amarelos, em um jogo atrasado da segunda rodada.
A confusão teria ocorrido devido ao árbitro Fernando Henrique Alcântara ter cometido um erro de comunicação na súmula. O cartão amarelo aplicado a Sheik foi registrado apenas no campo de “advertências”, sem constar no campo “comunicação de penalidades”. Com isso, o defensor participou da partida normalmente e o União venceu o Araguaína por 2 a 0.
Na audiência do dia 10, o relator Sérgio Furtado Coelho justificou a mudança na decisão ao afirmar que a denúncia apresentada se referia somente a uma partida, o que não justificaria a penalização anterior que retirou seis pontos.
O União-TO foi julgado com base no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Além da perda de três pontos, o clube foi multado em R$ 5 mil.







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