Em comemoração ao Abril Indígena, os estudantes da Escola Municipal Santo Antônio da Cachoeira, de Itaguatins, participaram de uma aula de campo no último dia 8 de abril no Centro de Pesquisa em Arqueologia e História Timbira (CPAHT), da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), em Imperatriz (MA).
A visita teve como objetivo valorizar a cultura e a resistência dos povos originários, proporcionando aos alunos das turmas 7º ano 1 e 8º ano 1 do turno matutino um contato direto com a história indígena da região. A atividade foi coordenada pelo professor de História, Naudo Barbosa, com o apoio da coordenadora pedagógica Eliene Morais e das professoras Joaquina Saraiva e Edineia Rocha.
Segundo o professor Naudo, a sociedade indígena é uma das matrizes da formação do Brasil, mas ainda hoje sofre com o apagamento cultural. “É fundamental que os indígenas tenham espaço para contar suas próprias histórias, reivindicar seus direitos e serem protagonistas de sua cultura”, destacou.

Durante a visita, os alunos exploraram os acervos arqueológicos e etnológicos do CPAHT, que homenageia os povos da família linguística Jê (como os Apinayé, Canela e Krahô) e do tronco Tupi (como os Guajajara e Ka’apor). O espaço promove a valorização da cultura material e imaterial da região e contribui para o resgate da memória e da identidade dos povos originários.

A atividade também buscou refletir sobre a importância da data de 19 de abril, que passou a ser oficialmente chamada de “Dia dos Povos Indígenas”, após a aprovação da Lei nº 14.402/2022. A mudança tem como objetivo valorizar a diversidade das mais de 300 etnias existentes no Brasil e combater estereótipos que ainda persistem.

O estudante Pedro Lucas Santos, do 8º ano 1, destacou: “Aprender sobre os povos indígenas é importante para entendermos que existem várias formas de viver e que muitos hábitos que temos hoje são heranças deles. Isso ajuda a combater o preconceito e a valorizar nossa própria cultura”.
O CPAHT está localizado ao lado do prédio da UEMASUL e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h. A experiência marcou positivamente os alunos, ampliando seus conhecimentos e reforçando a importância do respeito à diversidade e à valorização das culturas tradicionais brasileiras.










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