
A exoneração do secretário municipal de Saúde de Augustinópolis, Yatha Anderson Pereira Maciel, provocou forte reação de entidades ligadas à enfermagem e à gestão pública de saúde no Tocantins. O enfermeiro, que também preside o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Tocantins (Cosems-TO), está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Paraíba, em razão de um nódulo cerebral que está em investigação.
A decisão de exonerar o secretário, assinada pelo prefeito Ronivon Teodoro da Silva e publicada no Diário Oficial do Município (DOM) no último dia 3, foi considerada precipitada e desumana por representantes da categoria. Ronivon assumiu o comando da Prefeitura após a morte do então prefeito Antônio Cayres, há cerca de duas semanas.
Em nota, a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) – Seção Tocantins manifestou “profundo repúdio” à decisão e classificou o ato como demonstração de “falta de empatia, respeito e solidariedade” com um servidor público que, mesmo diante de dificuldades pessoais, “tem se dedicado ao bem-estar da população do município”.
O documento, assinado pela presidente da ABEn-TO, Josane Araújo Franco, afirma que a exoneração “neste momento crítico de sua vida levanta questionamentos sobre a ética e a humanidade nas decisões administrativas”. A nota ainda reforça que “a saúde e a dignidade humana devem ser respeitadas acima de qualquer interesse político”.
O Cosems-TO também divulgou manifestação de solidariedade ao presidente afastado, reconhecendo sua trajetória como “trabalhador dedicado, defensor do SUS e da saúde pública tocantinense, com relevantes contribuições também em seu município de origem, Augustinópolis”.
“Neste momento delicado, o Cosems-TO reforça seu respeito e apreço pela história de compromisso e serviço que o presidente Yatha construiu ao longo de sua caminhada”, diz a nota, que ainda convida a população a se unir “em preces e energias positivas, desejando a plena recuperação e o restabelecimento da sua saúde”.
As manifestações foram publicadas nesta quarta-feira, 5, e repercutiram entre profissionais da área, que consideraram a exoneração uma medida precipitada e desumana.







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