
O Ministério da Saúde habilitou um novo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) no município de Ananás, no Bico do Papagaio. A medida integra um pacote de 11 novas habilitações em todo o país e amplia a rede de atendimento especializada voltada à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras.
Com a nova unidade em Ananás e outra habilitada em Arraias, o Tocantins passa a contar com cinco Centros de Referência em Saúde do Trabalhador, somando-se aos já existentes em Araguaína e Palmas. As habilitações foram oficializadas por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Cada novo CEREST receberá, em parcela única, o incentivo financeiro de R$ 100 mil para a implantação dos serviços. Após o repasse, os estados e municípios têm prazo de até 90 dias para atestar o pleno funcionamento das unidades.
Além do Tocantins, também foram contemplados com novos centros os estados de Alagoas, Bahia, Pará, Pernambuco, Rondônia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador (CGSAT) acompanha o processo e orienta os gestores estaduais e municipais quanto à implantação dos serviços.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ampliação da rede reforça o compromisso do governo federal com a saúde da classe trabalhadora. “Em 2025, realizamos novamente a Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, ouvindo trabalhadores e trabalhadoras para a construção de políticas públicas participativas. Anunciamos a habilitação desses novos CERESTs e agora celebramos a liberação de recursos para fortalecer a assistência em todo o Brasil”, destacou o ministro.
Sobre o CEREST
O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) atua como serviço de retaguarda técnica para a Rede SUS e como espaço de articulação intersetorial. Além do acolhimento, o centro analisa se doenças ou sintomas apresentados pelos pacientes têm relação com as atividades laborais desempenhadas.
Os CERESTs atendem trabalhadores assalariados, autônomos, temporários, avulsos, cooperativados, aprendizes, estagiários, empregados domésticos, além de aposentados ou desempregados. Entre as atribuições, também estão a vigilância dos ambientes e processos de trabalho, ações educativas e a produção de informações que subsidiam políticas públicas de saúde.
Em 2024, o Ministério da Saúde reajustou os valores de habilitação e custeio mensal dos centros. O incentivo inicial passou de R$ 50 mil para R$ 100 mil, e os repasses mensais foram ampliados, chegando a R$ 80 mil para centros estaduais, R$ 60 mil para regionais e R$ 50 mil para unidades municipais.







Deixe o seu Comentário