
O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO) percorreu, ao longo da última semana (23 a 27), os municípios de Ananás, Sítio Novo e Tocantinópolis para fiscalizar hospitais de pequeno porte. A ação integra o projeto TCE de Olho, que tem como objetivo avaliar a qualidade dos serviços prestados à população e orientar gestores públicos na melhoria da saúde municipal.
Ao todo, o Tribunal já fiscalizou 16 hospitais municipais, sendo dez somente em 2026. Durante as visitas, a equipe técnica realizou uma análise detalhada do funcionamento das unidades, com foco na eficiência e na qualidade do atendimento.
Entre os pontos avaliados estão a documentação administrativa, a estrutura física dos hospitais, o atendimento oferecido à população, além do funcionamento da farmácia e da disponibilidade de medicamentos.
Mais do que apontar falhas, o projeto TCE de Olho busca atuar de forma preventiva e orientativa, contribuindo para a melhoria dos serviços públicos. A proposta é promover ajustes que garantam maior eficiência na aplicação dos recursos e melhores condições tanto para os usuários quanto para os profissionais da saúde.
De acordo com o responsável pela Coordenadoria de Auditorias Especiais (COAES) do TCETO, Saulo Souza, a iniciativa vai além da fiscalização tradicional. “O TCE de Olho é um projeto que busca entender a realidade de cada município, analisando desde a parte documental até o atendimento à população. O objetivo é trabalhar em conjunto com os gestores, apontando melhorias que garantam um serviço mais eficiente, com qualidade e mais resolutivo para quem depende da saúde pública”, destacou.
Durante a passagem pelos municípios, a equipe também realizou entrevistas com gestores, diretores e profissionais das unidades, reunindo informações que contribuem para um diagnóstico mais preciso da situação de cada hospital.
Relatório
Ao final das visitas, serão elaborados três relatórios técnicos, que serão encaminhados ao conselheiro Napoleão de Souza Luz Sobrinho, responsável pelas ações na região. Os documentos irão apontar tanto os aspectos positivos quanto as inconsistências identificadas, subsidiando a emissão de despacho que determinará aos gestores a elaboração de um plano de ação para corrigir as pendências.












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