Professores da rede municipal de ensino de Praia Norte paralisaram as atividades nesta terça-feira (10), e realizaram um ato público em frente à sede da Prefeitura Municipal. A mobilização escancarou o descontentamento da categoria com a condução da política educacional da gestão da prefeita Bruna do Ho Che Min e a falta de respostas às reivindicações consideradas básicas pelos profissionais.
De acordo com os educadores, a paralisação foi motivada principalmente por pagamentos em atraso, pela não aplicação do reajuste do Piso Nacional do Magistério e pelas transferências de servidores para a zona rural, medidas que, segundo a categoria, vêm sendo adotadas sem diálogo e com impactos diretos na organização do trabalho pedagógico e na vida funcional dos professores.
A situação tem gerado instabilidade nas escolas municipais e aumentado a insatisfação entre os profissionais, que relatam dificuldades financeiras e insegurança diante da ausência de um posicionamento claro da administração municipal. Os professores afirmam que tentativas de negociação foram feitas, mas não houve avanços concretos por parte do Executivo.
Para o presidente do Sintet Regional de Augustinópolis, Jules Rimet, a paralisação é reflexo do esgotamento do diálogo. “A paralisação é um instrumento legítimo de luta e diálogo diante da falta de respostas efetivas às reivindicações apresentadas. A categoria cobra providências urgentes por parte da gestão municipal”, afirmou.
Até o momento do ato público, a Prefeitura de Praia Norte não havia divulgado cronograma para regularização dos pagamentos em atraso nem se manifestado oficialmente sobre a aplicação do reajuste do piso nacional, o que reforça o clima de tensão entre os profissionais da educação e a gestão municipal.
Os professores alertam que, caso não haja avanços, novas paralisações poderão ser realizadas, o que pode comprometer o calendário escolar e aprofundar ainda mais a crise na educação pública do município.








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