ISQP  Variação de Consumo
Facebook
25/03/2014 - 21h14m

'Três anos passam rápido, eu voltarei', diz Asdrubal Bentes

G1

Depois de se apresentar à Justiça e ser liberado, o deputado condenado Asdrubal Bentes (PMDB-PA) foi à Câmara na tarde desta terça-feira (25) conversar com lideranças do PDMB e com o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, para decidir se renuncia ou não ao mandato parlamentar.  Ele afirmou que tomará a decisão até esta quarta (26), quando a Mesa Diretora se reúne para avaliar a abertura de processo de cassação do deputado.
"Vou pensar, medir, conversar com Henrique, com meu líder, Eduardo Cunha, com meus familiares e os meus travesseiros. Tenho uma noite e uma manhã. Essa decisão tem que ser tomada até a reunião da Mesa porque a partir daí não tem mais como renunciar", afirmou.
Bentes teve a prisão decretada nesta segunda (24) e se apresentou ao juiz Nelson Ferreira Júnior, da Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas do Distrito Federal (Vepema-DF). O magistrado suspendeu o mandado e repassou ao parlamentar as regras de cumprimento da prisão em regime domiciliar. Bentes poderá trabalhar durante o dia, mas terá de se recolher em casa entre 21h e 5h.
O deputado afirmou que, ainda que renuncie ao mandato ou seja cassado, voltará a concorrer às eleições depois de cumprir a pena e o prazo de inelegibilidade. "3 anos, 1 mês e 10 dias passam rápido. Eu voltarei", disse.

Embora tenha sido condenado pelo STF, órgão colegiado de última instância na Justiça, ainda existe dúvida jurídica quanto ao período em que Bentes fica inelegível. Pela Lei da Ficha Limpa, ele ficaria impedido por 8 anos após o cumprimento da pena de 3 anos. O crime pelo qual foi condenado, porém, não se enquadra na lei.
Mesmo assim, a própria condenação, que suspende os direitos políticos, pode ser interpretada como uma das condições da Ficha Limpa para a inelegibilidade. A questão, segundo advogados consultados pelo G1, pode parar novamente nos tribunais.

Mais cedo, após deixar a Vara de Execuções Penais, Bentes disse que iria levar em conta "um somatório de fatores" para decidir. "Por exemplo, o apoio do meu partido. Uma decisão familiar. Porque se depender do meu eleitorado lá, eu não saio. Reconhecem meu trabalho, lá no meu estado, na minha região, no meu município, tanto é que eu fui condenado por sete e absolvido por 87.000 [eleitores]".

Deixe seu comentário:

GPSFarcomVereador Professor Júnior GeoGPSSucesso FMBAU(REDE SOCIAL - PORTAL MUSIC)WELLBlog do Felipe de Sá