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22/09/2017 - 15h51m

PARA PALMAS

Sem vagas em Araguaína, policiais presos no Pará suspeitos de executar advogado são transferidos

Os policiais militares Rone Marcelo Alves Paiva e João Oliveira dos Santos Júnior e o ex-militar Wanderson Silva de Souza, suspeitos de assassinar o advogado Danilo Sandes, em Araguaína, foram transferidos para Palmas na manhã desta sexta-feira, 22. A medida foi tomada porque em Araguaína não tem vagas nos batalhões da PM. Os três foram presos em Marabá-PA nesta quinta-feira, 21, em cumprimento a mandados de prisão temporária.O advogado foi morto no final de julho por causa de uma disputa por uma herança de R$ 7 milhões.

A Polícia Militar informou que não há disponibilidade de vagas na cela do Quartel do 2º Batalhão. Em Palmas, eles passaram pelo Instituto Médio Legal para fazer exames de corpo delito. Depois, seguiram para o 1º Batalhão da Polícia Militar, onde ficarão até o cumprimento do mandado de prisão.

Suspeito foi transferido por helicóptero para Araguaína (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Os três foram transferidos para o Tocantins nesta quinta-feira. Por questões de segurança, Rone Marcelo foi deslocado em um helicóptero. Ele faz parte do 4º Batalhão da Polícia Militar de Marabá-PA. Segundo as investigações, foi ele quem planejou como o advogado seria morto.

Os outros dois suspeitos foram trazidos em carros por policiais civis. Um deles é João Oliveira, também policial em atividade. Ele teria sido visto no carro com o advogado, momentos antes de Danilo ser assassinado.

Segundo o delegado Rérisson Macedo, os dois policiais foram presos na corregedoria da Polícia Militar em Marabá-PA. O ex-militar foi preso perto da casa dele. Ele tentou fugir, se envolveu em um acidente e acabou sendo capturado.

"Houve necessidade de disparo para contenção. Foi perfurado o pneu do veículo. Dali, ele desceu do veículo, empreendeu fuga pela mata. Nossos policiais correram e conseguiram conter a fuga dele", explicou o delegado Rerisson. Na casa dele, foi encontrado um notebook. A polícia vai investigar se o aparelho pertencia ao advogado.

A morte do advogado Danilo Sandes, segundo investigações da Polícia Civil, foi encomendada pelo farmacêutico Robson Barbosa da Costa, de 32 anos. Ele era cliente do advogado e parte em uma ação de inventário, no valor de R$ 7 milhões. O homem também foi preso em Marabá (PA), em agosto.

Entenda

Os investigadores afirmam que o farmacêutico Robson Barbosa da Costa se revoltou quando o advogado não aceitou participar de um esquema para ocultar bens. A fraude teria beneficiado Robson, que ficaria com uma parte maior do patrimônio sem que os demais herdeiros ficassem sabendo. O advogado era responsável por fazer o inventário para toda a família, mas após a discussão deixou de representar Robson. Ao todo, seis pessoas disputam a herança.

O advogado desapareceu na manhã do dia 25 de julho. O amigo do advogado, José Ribamar Júnior, disse que ele foi visto pela última vez em um supermercado. "Ele deixou a mãe dele numa agência bancária, onde ela trabalha, e depois foi tomar café em um supermercado. Por volta das 9h, ele falou com a prima por telefone e disse que iria para Filadélfia, provavelmente resolver alguma questão ligada a um processo". O advogado estava em uma motocicleta.

O advogado foi procurado durante quatro dias. O corpo dele foi encontrado no dia 29 às margens da TO-222, em decomposição. Ele estava apenas de cueca, com marcas de lesões, sangue e fogo, a 18 km de Araguaína, perto de entroncamento com Babaçulândia. A perícia recolheu um par de sapatos encontrado no local.

O delegado responsável pela investigação, Rerisson Macedo, disse que ele foi morto com dois disparos de arma de fogo. (G1)

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