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01/02/2017 - 22h29m

SESAU

Secretaria de Saúde registra 4 casos suspeitos de febre amarela em Axixá, Palmas e Xambioá

Todos os municípios do Tocantins estão abastecidos com vacina para febre amarela

Quatro casos suspeitos de febre amarela em humanos foram notificados no estado durante o mês de janeiro. De acordo com a Secretaria de Saúde (Sesau), os registros ocorreram em Axixá do Tocantins, Palmas e Xambioá. Uma das notificações já foi descartada e as outras seguem sob investigação.

Segundo a Sesau os 139 municípios do Tocantins estão sendo orientados a reforçar a vigilância da doença, devido a proximidade com a região Amazônica, que é área de risco de transmissão. Por isso, qualquer caso suspeito deve ser notificado imediatamente.

Neste ano também foram notificados casos de morte de macacos, chamada de epizootia. Essas mortes são consideradas um evento sentinela que pode indicar a circulação do vírus da febre amarela em áreas silvestres.

As mortes de primatas ocorreram em Aparecida do Rio Negro, Porto Nacional, Tocantínia e Taguatinga. Todos os casos estão sob investigação.

"Claro que por estarmos em região endêmica é importante que toda população garanta a imunidade através da vacina e informe imediatamente ao agente de saúde ou à Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) o aparecimento de macacos mortos", disse a médica veterinária da Gerência de Vigilância das Arboviroses do Estado, Lariane Azevedo.

Vacinação
O Tocantins conta com um estoque de 25 mil doses da vacina contra febre amarela, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde. As vacinas estão disponíveis em todas as salas de vacinação das unidades de saúde dos 139 municípios. A imunização está sendo intensificada em todo o país após um surto de casos suspeitos da doença atingir a região sudeste. Até agora são 14 mortes suspeitas em Minas Gerais e mais duas em São Paulo.

O Tocantins não registra casos de febre amarela em humanos há 17 anos. Os últimos casos confirmados no estado foram no ano 2000, quando nove pessoas morreram infectadas pela doença. Em 2016 seis casos suspeitos chegaram a ser investigados, mas todos foram descartados. Em 2015, houve registro da doença em macacos no estado. Os casos foram em Porto Nacional, na região central.

A preocupação com a possibilidade de surto cresceu em função do período chuvoso, a época é considerada mais propícia para a proliferação da doença. O mosquito aedes aegypti, que também transmite dengue, zika e chikungunya, é tido como vetor de transmissão da febre amarela.

A doença é infecciosa, viral e aguda. Os mosquitos transmissores estão presentes em países da África e das Américas Central e do Sul. A doença pode ter curta duração ou evoluir para formas graves e levar à morte.

"É importante alertar que aqueles que pretendem viajar para áreas de mata com fauna e flora silvestre que precisam atualizar o cartão de vacina com 10 dias de antecedência da data da viagem para garantir a imunidade", afirmou a enfermeira Greicy Rivello, da Gerência Estadual de Imunização. (Com informações da Sesau)

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