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08/06/2017 - 17h30m

DENÚNCIA ANÔNIMA

Curso de Auxiliar de Médico Veterinário irregular é notificado pelo CRMV TO

Foto: Divulgação

Depois de denúncia anônima, uma equipe do Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia do Tocantins fiscalizou um Curso de Auxiliar de Médico Veterinário, que estava sendo ministrado na cidade de Araguaína. Após a constatação de várias irregularidades, o fiscal do Conselho lavrou auto de infração, notificando a empresa Criary Cursos e Treinamentos que promove o curso. Também foi solicitado registro no CRMV, um responsável técnico, que precisa ser médico veterinário com ART homologada no Conselho, e a apresentação de ementa com conteúdo programático de atividade de ensino para aprovação.

De acordo com a presidente do CRMV, Railda Marques, além do local ser totalmente impróprio para as aulas práticas, o curso era ministrado por uma técnica enfermeira veterinária (curso técnico ministrado em São Paulo) e uma zootecnista, com inscrição suspensa no Conselho. “No local encontramos medicamentos e anestésico geral, que só pode ser usado por médico veterinário. Totalmente irregular”, explicou.

Agora a empresa tem um prazo de 30 dias para atender as solicitações do Conselho, regularizando a situação do curso de Auxiliar de Médico Veterinário e atendendo critérios específicos. “É importante ressaltar que o auxiliar veterinário tem como objetivo, como o nome já diz, apenas ajudar o veterinário e nunca realizar atividades restritas ao profissional, que tem formação superior e completo preparo para tratar dos animais”, comentou Railda.

O Conselho informa que todos os cursos relacionados às profissões de médico veterinário e zootecnista, ministrados no Tocantins, estão sendo fiscalizados e se constatadas irregularidades serão tomadas todas as providências, podendo o caso até ser denunciado ao Ministério Público Estadual.

Sobre a suspensão das carteiras profissionais, a vice-presidente do CRMV Márcia Helena da Fonseca, comenta que tem sido comum a solicitação, mas que o Conselho está fiscalizando as atuações irregulares. “Além de demonstrar uma falta de ética e um descaso com a classe, esse profissional responderá por um processo ético, cumprindo o que determina a legislação”, disse. (Ascom CRMV TO)

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